Digital manufacturing: como tudo começou

 

Por Alexandre Mayer,
Comercial VS na SKA

 

 

 

Na semana passada um artigo, entre tantos que costumo ler relativo à transformação digital, me fez lembrar de como fui inserido no mundo da manufatura digital, que hoje representa um pilar importante desta transformação.
 
O ano era 2007 e vários desafios estavam surgindo, pois até então desconhecia a aplicação prática do termo Digital Manufacturing ou Manufatura Virtual. Estava acostumado com projetos mecânicos executando desenvolvimentos de dispositivos e máquinas, por meio de ferramentas CAD, entre elas a mais conhecida de todas, o SOLIDWORKS e sua suíte completa de soluções baseada em modelamento paramétrico. 
 
Nas primeiras pesquisas a respeito de Digital Manufacturing, observei dois termos que permanecem neste contexto até os dias de hoje: simulação e redução do ambiente real aumentando o ambiente virtual. O termo simulação não era algo novo, pois dentro das ferramentas CADs utilizadas até então era possível efetuar alguns tipos de simulações, como cinemática entre dispositivos mecânicos e análise de elementos finitos. Assim a simulação era algo conhecido e que precisava ser contextualizada com o outro termo citado nos materiais pesquisados. Após diversas leituras compreendi que se tratava da redução das análises e simulações de processos produtivos efetuadas no ambiente físico executando-as de maneira idêntica, porém no ambiente virtual.
 
Com o passar do tempo e com os estudos se intensificando, os dois conceitos mencionados anteriormente convergiram para uma abordagem mais abrangente, começando a fazer todo o sentido: Simulação do Ambiente Real em um Ambiente Virtual. Seguia-me perguntando... simulação de quê? Imagens mostravam manequins muito parecidos com pessoas, robôs iguais aos utilizados nos ambientes fabris e tudo estava em perfeita harmonia, cada recurso produtivo interagindo com o produto e principalmente com o processo que estava sendo executado. 
 
Neste momento foi possível identificar a principal mudança em relação aos projetos que vinha executando até então na ferramenta CAD, onde antes tínhamos apenas informações do produto a ser manufaturado, agora havia mais dois agentes que fariam parte deste ambiente virtual, que, junto do produto formavam a tríade PPR: Produto, Processo e Recurso.
 
Fenomenal! Passei a entender na prática como executar a simulação do ambiente real em um ambiente virtual, óbvio que ainda de maneira muito prematura, mas que traduzia em três palavras tudo o que estava por vir.
 
Tendo a compreensão de como criar o mundo real dentro de um mundo virtual, as dúvidas e indagações foram direcionadas sob outro aspecto, que não abordarei neste momento, mas que gostaria de compartilhar desde já: 
 
Quais são os benefícios deste ambiente virtual chamado Digital Manufacturing?
De que forma podemos traduzir o ambiente virtual em análises práticas?
Quais são os ganhos financeiros obtidos com este ambiente virtual?
 
No início do texto mencionei um artigo, que gerou toda a reflexão acima. Trata-se da publicação Digital Twin on the Cloud: A Manufacturing Solution for Everyone, em uma tradução livre: Gêmeo Digital na Nuvem: Uma Solução de Manufatura para Todos, do portal engineering.com.
 
Eis que todo aquele ambiente virtual envolvendo Produto, Processo e Recurso, que antes necessitava de uma infraestrutura local e específica para a sua criação com servidor e banco de dados suportado pela equipe de TI, que havia aprendido no passado e que na grande maioria dos casos estava destinado às grandes empresas, a partir deste momento passaria a ser executado também na nuvem, reduzindo consideravelmente o investimento e o tempo de implantação da tecnologia.
 
Algo realmente extraordinário surgiu, pois pequenas e médias empresas também serão capazes de se beneficiar deste conceito, explorando a tecnologia disponível na nuvem que está pronta para uso imediato, alcançando o retorno financeiro esperado em um prazo de tempo reduzido, obviamente que apoiadas por um parceiro de negócios qualificado.

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