Case MES na indústria: como a Progás e Braesi saiu do achismo para dados reais
A Progás e Braesi tem décadas de mercado, duas marcas consolidadas e presença em cozinhas profissionais por todo o Brasil. Este case MES na indústria de máquinas e equipamentos, mostra como uma empresa que construiu reputação à base de produtos excelentes e entrega consistente — e que, exatamente por isso, sabe que parar de evoluir é o caminho mais curto para ficar para trás.
Em vez de aceitar o funcionamento como estava, a Progás e Braesi foi buscar tecnologia onde poucos fabricantes do setor chegaram: na gestão inteligente do chão de fábrica. No SKA Connect 2026, Evandro Stedile, coordenador de TI, e Guilherme Rodrigues, encarregado de produção, mostraram como a decisão de parar de achar e começar a saber se traduziu em números reais de uma operação que produz mais de 30.000 peças por dia.
Uma empresa que decidiu crescer com dados
Antes do SKA MES, a produção corria sem sequenciamento claro, sem direcionamento sobre o que fabricar em cada momento. O resultado era estoque intermediário inchado, subconjuntos desbalanceados e conjuntos que não fechavam na montagem final. A operação existia, funcionava, entregava, mas deixava dinheiro na mesa sem saber exatamente onde.
Como Guilherme Rodrigues colocou no palco: “Não adianta produzir 5.000 peças do pé do fogão se o restante do conjunto não acompanha. A gente não vai conseguir faturar esse fogão.” A Progás e Braesi tinha volume, tinha processo, tinha equipe. O que faltava era visibilidade — e foi exatamente isso que a empresa foi buscar.

O que o case MES revelou sobre a operação
Com mais de 90 postos de trabalho coletando dados automaticamente a cada três milissegundos, o SKA MES passou a mostrar onde a produção ganhava e perdia ritmo e por quê. A gestão deixou de depender de estimativas e relatórios de fechamento de turno para ter uma leitura em tempo real de cada centro de trabalho.
Um dos padrões identificados foi o aumento de paradas pessoais nos meses de verão. Os dados apontaram o fenômeno; a conversa com os operadores explicou a causa: o pavilhão ficava muito quente, e eles precisavam parar para se hidratar. A solução foi a compra de ventiladores industriais — simples, rápida e com investimento menor.
Esse episódio diz muito sobre o que a visibilidade de dados permite: a Progás e Braesi não resolveu um problema de ventilação — ela resolveu um problema de decisão. Como Evandro Stedile resumiu: “Ventiladores custam muito menos que postos produtivos. Se eu tenho o dado, eu acerto o dado.”

Os resultados do case MES na prática
Com dados confiáveis e tratados, os resultados não tardaram. A operação registrou 20% de redução no tempo de parada, 20% de ganho de disponibilidade de máquina e 50% de aumento de produtividade em número de itens, com a linha alcançando mais de 30.000 peças produzidas por dia.
A implantação aconteceu durante as férias coletivas: o time voltou com o sistema já em operação, e a aceitação foi alta. O sistema foi apresentado aos operadores não como ferramenta de monitoramento individual, mas como forma de entender se o processo estava sendo aderente. A meta era que usar o terminal fosse tão simples quanto usar um celular e foi.
O próximo passo: ampliar o case MES para toda a cadeia produtiva
Com os ganhos consolidados, a Progás e Braesi planeja expandir o SKA MES para o subconjunto — a etapa de pré-montagem — para ter toda a cadeia produtiva monitorada. A partir daí, a integração com APS para planejamento e sequenciamento avançado passa a fazer sentido: os dados do chão de fábrica retroalimentam o planejamento, e o ciclo fecha.
É esse encadeamento — MES garantindo a execução, APS otimizando o planejamento, ERP registrando o resultado — que conecta pessoas, processos e tecnologias com precisão em cada camada da operação. Para entender como o SKA MES se aplica à sua fábrica, fale com um especialista SKA.



