Manufatura Digital: primeiros projetos

 

Por Alexandre Mayer,
Comercial VS na SKA

 

 

Sempre que abordamos o tema Manufatura Digital com clientes e parceiros, os questionamentos que surgem são variados. Percebi que a grande maioria das dúvidas se concentravam no entendimento de como a aplicação prática da tecnologia traria benefícios e ganhos mensuráveis ao longo do tempo. Adotar ou não a tecnologia dependeria do retorno financeiro obtido após o investimento e do tempo previsto para o projeto. É importante citar que em alguns casos a adoção da Manufatura Digital está ligada a projetos maiores, normalmente relacionadas à continuidade digital das empresas, interligando pessoas, departamentos e processos, porém o foco dos questionamentos relacionava demandas específicas para cada disciplina aplicada. 

Desconsiderando os projetos maiores de continuidade digital, tínhamos o entendimento do porquê um determinado cliente adotaria a tecnologia. Sem dúvida, um projeto só seria executado se conseguíssemos prover respostas rápidas e assertivas que, do modo tradicional, como estava sendo feito até então, seriam respondidas em tempo e custo maiores. 

A partir desta visão, intensificamos a prospecção e a procura por oportunidades, não tardando o início dos primeiros projetos. Alguns deles foram marcantes pela forma disruptiva com que conduzimos, sabendo que a habilidade em identificar a disciplina correta a ser utilizada era fundamental. Cito dois exemplos onde utilizamos disciplinas diferentes: 

  • Simular a montagem de um eixo traseiro de um caminhão, validando a acessibilidade do operador e dos dispositivos, definindo os tempos e simulando todo o processo de montagem de maneira virtual. Na época, esta mesma validação era feita com modelos físicos, muitas vezes paralisando a linha de produção, envolvendo diversos recursos e com um custo relativamente alto. Neste projeto, utilizamos três disciplinas da Manufatura Digital: Planejamento do Processo, Processo de Manufatura e Simulação de Ergonomia.  
  • Simular o fluxo de abastecimento de uma linha de refrigeradores, contemplando a modificação de um item que correspondia a 50% do mix de produtos. Neste projeto uma diferença interessante em relação ao anterior: como o objetivo da análise e da simulação era a retirada de informações estatísticas, os modelos 3D dos produtos e recursos foram retirados da biblioteca da própria ferramenta. Até aquele momento, tais análises eram feitas em planilhas do Excel, e o resultado dificilmente refletia nos números apresentados após a respectiva linha de produção entrar em funcionamento. Neste caso, utilizamos a disciplina de Simulação do Fluxo de Fábrica e do Abastecimento Logístico

Nos dois exemplos acima, estava claro para o cliente e para nós como fornecedores da tecnologia, quais eram os prazos e impactos que o modo de operação atual entregava para o processo e qual era o objetivo em adotar a Manufatura Digital. Só assim seria possível mensurar os ganhos financeiros obtidos com a adoção da tecnologia. E realmente, após a aplicação e entrega dos projetos, os resultados alcançados foram excelentes, tais como: redução no tempo de planejamento do processo de manufatura, otimização dos processos, ganho de produtividade no abastecimento logístico e outros que foram quantificados e serão apresentados em textos futuros. 

Desta maneira, outros projetos ganharam forma, analisando e simulando desde a operação de acople da carroceria ao chassi de um carro até a simples simulação de pega, posicionamento e movimentação de uma peça em um único robô, passando também por análises de linhas de produção completas identificando gargalos produtivos e otimizações de capacidades. 

Trazendo as experiências passadas para a realidade atual, é fator fundamental na adoção da Manufatura Digital a escolha de um parceiro de negócio que saiba entender de que forma as análises, simulações e validações de manufatura são executadas no modo tradicional e quais são os impactos positivos e ganhos financeiros ao executá-las utilizando o Digital Manufacturing, quantificando monetariamente os benefícios de sua aplicação, independente do segmento ou porte da empresa que irá adotá-la. 

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