Manufatura Digital: benefícios

 

Por Alexandre Mayer,
Comercial VS na SKA

 

 

Quando analisamos a aplicação da Manufatura Digital no contexto de uma corporação, é imprescindível comparar como determinada análise é realizada de maneira convencional (As Is) e como ela será feita com o uso da tecnologia (To Be). Partimos desta afirmação para avaliar e quantificar os benefícios diretos e indiretos que o Gêmeo Digital pode trazer para quem o adota, independente do segmento de atuação ou porte.
 
Há treze anos, o termo Gêmeo Digital ou Digital Twin era pouco relacionado à Manufatura Digital, mesmo sabendo que o conceito já existia há várias décadas. Somente em 2017, o termo passou a se destacar nas discussões do mundo da manufatura. A ênfase maior ao termo foi originada a partir do relatório das principais tendências de tecnologia para o mundo corporativo, elaborado pelo Instituto Gartner, naquele mesmo ano. Ou seja, lá atrás já falávamos dos Gêmeos Digitais, tal qual como hoje, porém com outra nomenclatura e até então com pouca referência à Transformação Digital como um todo.
 
Sempre que relacionamos as aplicações da Manufatura Digital, tentamos identificar de maneira clara quais são os objetivos e os benefícios ao utilizar a tecnologia, separando-os através das principais disciplinas:
 
1. Planejamento do Processo:
  • Estruturar os processos de acordo com as condições de manufatura;
  • Balancear os postos de trabalho;
  • Nivelar o mix de produção;
  • Visualizar graficamente as operações em cada posto de trabalho;
  • Gerenciar as informações dos processos, produtos e recursos.
 
2. Processo de manufatura:
  • Planejar detalhadamente cada processo produtivo;
  • Definir os requisitos para a execução dos processos;
  • Validar bancadas, dispositivos e ferramentas em cada posto produtivo;
  • Simular o processo produtivo, identificando colisões e metodologias aplicadas;
  • Elaborar material de treinamento e instruções de trabalho.
 
  • Definir tempo das operações de cada colaborador;
  • Visualizar a disposição e o alcance às ferramentas e dispositivos;
  • Analisar ergonomicamente as atividades;
  • Avaliar o risco nas posições e posturas problemáticas;
  • Verificar o campo de visão do operador.
 
4. Programação Offline de Robôs:
  • Definir o processo produtivo;
  • Validar o ciclo do robô;
  • Identificar o ciclo nominal durante o início de produção;
  • Definir a programação offline do robô;
  • Efetuar o setup da célula em conjunto com outros dispositivos;
  • Verificar o envelope de acessibilidade do robô;
  • Verificar as movimentações e possíveis colisões.
 
  • Definir o layout e o fluxo produtivo;
  • Definir as rotas de abastecimento;
  • Definir buffers, posições de células e operadores;
  • Gerar cenários alternativos, comparando-os;
  • Visualizar o processo em ambiente 3D;
  • Identificar gargalos;
  • Analisar detalhadamente a capacidade da linha;
  • Simular ciclos curtos e longos de produção;
  • Eliminar desperdícios.
 
Como podemos observar, todas as disciplinas oferecem uma série de benefícios sempre que aplicadas de maneira correta. Para quantificar os ganhos, é importante avaliar os tópicos abaixo, com base na metodologia de análise e definição utilizada até então para desenvolver novas linhas produtivas ou modificar as existentes:
 
  • Custo (prototipagem do produto, operadores e paralisação da célula ou linha produtiva);
  • Tempos para obtenção das análises;
  • Capacidade de geração e comparação de diversos cenários produtivos;
  • Acuracidade das respostas.
 
Assim, com o objetivo claramente definido e os ganhos devidamente apurados, todo projeto de Manufatura Digital terá seu retorno financeiro facilmente comprovado, desde que a tecnologia utilizada suporte corretamente as disciplinas e os requisitos envolvidos no projeto. 
 
 
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